quarta-feira, 22 de julho de 2009

Uma Canção Urbana

(Foto: André L. Soares)
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UMA CANÇÃO URBANA
(André L. Soares)
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Pela janela do automóvel
toda a cidade passa rápida,
porém, meus olhos só vêem você.
Furo os sinais, de encontro à hora trágica,
mas enquanto ela não vem…
forço a sorte, indo além
dos limites do motor…
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Pareço ouvir o ranger das rotações,…
é só a voz do demônio do farol
e eu pisando fundo, na Rodovia do Sol.
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Uma a uma, vou ferindo as leis de trânsito.
No asfalto, gritam os quatro radiais.
Alguém buzina, para chamar minha atenção…
– esforço vão –
Ligo o rádio,… aumento o som,
acendo um cigarro;
acelero ainda mais, rumo à BR-101...
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Em meu ouvido parece um ‘blues’,…
é só a canção do Vento Sul
e eu pisando fundo, na Rodovia do Sol.
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Leia também:
Alma de Poesia /Gritos Verticais /Natureza Poética /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Samba do Amor Perfeito


(Foto: André L. Soares)
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SAMBA DO AMOR PERFEITO
(André L. Soares)
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Confessa logo que você me deseja, ............. [ Ele ]
que se falo em seu ouvido você fica louca;
que seu corpo até lateja se ouve minha voz,
que quando pensa em nós, fica toda faceira;
quer rasgar a roupa e se entregar inteira,
quase me implorando um beijo na boca.
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Confesso logo que eu jamais lhe esqueço, ..... [ Ela]
que se fala em meu ouvido, acaba toda pressa;
que quando penso em nós, nada mais interessa,
que quando você passa, perco minha cabeça;
nem mesmo sei meu nome, telefone, endereço
e suplicar seu beijo é tudo que me resta.
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Sendo o que se quer, acertaremos o passo ..... [ Juntos ]
no compasso do destino que nos faz unidos;
decididas almas-gêmeas que se apaixonaram,
macho e fêmea que se amam, assaz atrevidos:
somos dois banidos desse Paraíso imperfeito,
revelando a todos que o amor é possível.
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