quinta-feira, 30 de abril de 2009

Juntos


(Foto: André L. Soares)
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JUNTOS
(André L. Soares)
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Em cada casa, distanciados,
somos, contudo, ainda dois fortes;
porém, com menor capacidade.
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Mas se unidos os braços e as vozes,
ecoamo-nos melhor pela cidade,
reduzindo as portas e os vãos,
um ao outro ofertando seus suportes
em trabalho erquido lado a lado
- mosqueteiros contra seus algozes -.
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Mas, para tornarmo-nos assim, ferozes
- não pense duas vezes -,
basta que coloque suas mãos nuas
sobre as minahs duas mãos.
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Leia também:
Alma de Poesia /Gritos Verticais /Natureza Poética /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Grito Vertical


(Foto: André L. Soares.)
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GRITO VERTICAL
(André L. Soares)
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Têm momentos em que a Geometria é louca
Tudo fazendo parecer fora de esquadro
Triângulo-retângulo - desenhado no dia-a-dia
Travestido de círculo-vicioso
Embutido - silencioso - nas linhas do hexágono
Expondo duas vidas - paralelas - que se buscam
E que - não adjacentes - cruzar-se-ão no nunca
Esperando - talvez - um milagre assimétrico.
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Apostando - quem sabe - no absurdo geográfico
Ambas ofertando o tempo à pira do sacrifício
Alheias à dor, à saudade e ao ridículo
Andam livres - a sorrir - à beira do precipício
Marcando e adiando - comumente - seus encontros
Matando - na distância - o seu melhor
Movendo-se - sem perpendiculares - por vias diferentes.
Mormente - a essas retas - o beijo é algo impossível
Olham-se - sempre separadas - sustentadas no desejo
Obstruídas - que estão - pela linearidade lógica e precisa.
Obtusa paixão - inviabilizada pela Física:
Obviamente - esse amor - tende ao infinito intangível.
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