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(André L. Soares – 18.05.05 – S. Paulo/SP)
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Os olhos do mendigo me impressionaram,
como se me cobrassem melhor atitude,
como se questionassem minha virtude
e duvidassem de mim.
E os olhos do mendigo me amedrontaram,
como fossem cobras saídas de mim mesmo
e eu me senti um monstro de puro egoísmo
e tive vergonha de me ver assim.
Mas os olhos do mendigo me condenaram,
como se fossem aqueles os olhos de deus,
como se todos os pecados do mundo
fossem somente meus.
Então os olhos do mendigo me fitaram seriamente,
como se indagassem os olhos de um covarde;...
imediatamente compreendi sua mensagem
é que talvez eu não faça a minha parte.
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3 comentário(s):
Oi André, muito bom.
Dê uma olhada neste:
http://hebdomadario.com/2007/10/28/o-menino-de-rua/
Abraços,
Declev
Interessante...
Eu me comovo sempre que vejo um mendigo, ou criança no farol.
Talvez, por ter essa mesma sensação descrita no post.
Não consigo ignorá-los, por mais que eu tente.
Acabo me rendendo aos olhares, ora carentes, ora agressivos.
Não sabia explicar, até então, o que sentia.
Mas,seu texto define tudo.
Amei a sua sensibilidade.
Beijokinhas
(vassourando)
Não consigo ler esse poema e não visualizar o que vejo pelas ruas quando passo sabe.
Os olhos deles me impressionam sempre.
Esses versos são tocantes. Parabéns, querido! Beijussssssssssssss
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