Google+ GRITOS VERTICAIS: No Tempo da Pureza

sábado, 30 de junho de 2007

No Tempo da Pureza

(Foto: André L. Soares)
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NO TEMPO DA PUREZA
(André L. Soares)
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Lembro dias marcados
pela leveza
dos cata-ventos,...
em que se empinavam pipas
e via-se o tempo passar
nas tardes mais lentas
tingidas de sol e de ócio,...
com olhos fixos
nos grãos coloridos
que, fecundados em espelhos,
geravam a beleza
– inédita e rápida –
no ventre do caleidoscópio.
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A vida era pura,...
só se roubavam frutas
em pomares de amigos
e beijos fugazes
– no escuro, escondidos –,
na inocente malícia
da ‘salada-mista’.
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O Pai inda era vivo,
a Mãe não tinha rugas;...
nas ruas mais pobres,
pouco ou nada faltava;
o povo amigo
se reunia aos domingos
e as noites vazias
se enchiam de cantos
e de risadas frouxas.

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(...) 
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As crianças danadas,
em meio às brincadeiras,
só conheciam um perigo:
cair na poeira
e ficar de castigo...
por sujarem as roupas.
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3 comentários:

  1. Olá, André! Muito grato pela visita e pela inclusão de Intervalo Cultural na sua listagem de blogs. Estarei colocando uma notinha sobre a sua página, ok?
    Abraço deste mano no simpático povo capixaba!

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  2. André, eram tempos gostosos estes, né? E vc lembrou-os num lindo poema. O poema anterior é bárbaro! Amei!!!
    Beijocas

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  3. Bom dia, Francisco e Loba

    Agradeço a vocês, pela visita, leitura e comentários. Espero que continuem prestigiando os 'Gritos Verticais'.

    Muito obrigado.
    Sejam sempre muito bem vindos.

    Grande abraço!

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